sábado, 7 de janeiro de 2012

O menino e o pássaro.



Havia um belo pássaro. Com suas plumas e penas negras, voava com muito orgulho pelo claro céu. Era um ser de espírito livre, sofria de desapego. Olhava apenas para frente, e não se arrependia de nada. Talvez por isso... Fosse tão sozinho. Claro... Sozinho não so pássarignifica solitário. O orgulho do fazia com que se tornasse até esnobe. Os outros pássaros se intimidavam com a determinação que o pomposo pássaro negro possuía. E procuravam não se aproximar.

Mesmo assim, ele não era afetado por esse isolamento. Era mais fácil para ele. Ele não gostava de se envolver com os outros. Pobre dele... Nem conseguia perceber o abismo que se formava dentro de seu próprio coração.

Durante um de seus costumeiros voos por uma mata, um garotinho o observava de longe. Ele se admirava com todo esplendor que o pássaro exercia ao voar. Tinha um quê melódico. Era como se ele tocasse notas, melodias com o seu planar. O pássaro, tão empenhado, não percebeu a presença do humano vislumbrado. Logo, ele se cansou e decidiu pousar em uma árvore próxima. Próxima do garoto. O pássaro corria seus miúdos olhos pela floresta. Ao olhar para baixo, viu o menino que o encarava, maravilhado. O pássaro, indiferente, desviou o olhar de seu admirador. 

- Olá. - disse o menino de repente. 

O pássaro, curioso, procurou saber com quem o menino estava falando. Mas o menino não havia se movido. Continua a encarar o pássaro, sorrindo. Este voou até um galho mais baixo, para poder enxergar mais de perto o menino que parecia tentar conversar com ele. 

- Você é de uma beleza magnífica. Como pode um ser voar com tanta leveza...

Se pudesse sorrir, teria sorrido. Não era a primeira vez que ouvia elogios sobre seu voo. Mas vindo de um ser humano fazia muita diferença... Esses seres que já não se mostravam encantados com nada, que não pareciam ver beleza em mais nada. Principalmente vindo da natureza. Parece que esse menino não fora contagiado pela repugnância que assolava a raça humana.

Ainda assim, virou-se para partir. Deixar para trás o menino, como qualquer outro que tenha cruzado seu caminho. Quando já havia aberto suas asas, e estava pegando impulso para voar, o menino fala outra vez:

- Você está solitário, não?

Aquilo havia atingido o grande orgulho do pássaro. Solidão era um sentimento que ele não conhecia. Se precisasse, haveria muitos que estariam esperando para ajudar o pássaro. Ele apenas prefira estar sozinho. Mas que já cativara muitos, tinha certeza que sim. Virou-se novamente para o menino como se pedisse explicações.

- Sua dança pelos ares... Me passou um quê de tristeza. Eu senti que você punha a solidão em seus movimentos, tudo o que você esconde em seu coração.

O pássaro voou em volta do menino, com um bater de asas acelerado. Como se dissesse que o menino estava errado. Não se sente solitário. Ao contrário, era um ser muito feliz.

- Isso é apenas uma máscara. Você não quer mostrar seus verdadeiros sentimentos para que ninguém se aproveite das suas fraquezas.

O pássaro balançou levemente a cabeça, como se estivesse pensando seriamente no assunto. O menino sorriu e disse:

- Eu entendo. Eu me sinto assim também... - O menino hesitou a falar. - Eu tenho que ir. Será que eu poderei vê-lo de novo? Posso te ver voando novamente?

O pássaro abriu as asas e as balançou levemente, como se dissesse "sim". O menino sorriu novamente e disse:

- Amanhã, sim? - saiu assim, andando.

Havia um sentimento estranho dentro do pássaro. Ele queria ouvir mais o garoto. Decidiu então cumprir sua promessa de estar lá no dia seguinte. No mesmo horário, o pássaro sobrevoou a mata e desceu para o lugar onde se encontrava o menino, sentado no chão. O pássaro arriscou-se a pousar no chão, em frente e próximo ao menino. Este sorriu e estendeu sua pequena mão para acariciar a cabeça da ave. O pássaro se espantou com a ousadia do menino em lhe tocar, e com o fato dele mesmo ter permitido.

Esse garoto era diferente de qualquer um que nele tinha conhecido. Ele pareceu sincero... E, pela primeira vez, o pássaro percebeu a realidade que guardava tão bem dentro de si. Ele se sentia solitário. Não havia em quem confiasse no mundo. E o abismo começara a o engolir. O menino percebeu o olhar triste do pássaro.

- Não se preocupe. Eu estou aqui. Eu não irei te deixar. Você não está mais sozinho.

Assim, como a solidão que o invadiu, ele sentiu pela primeira vez a felicidade genuína. Queria agradecer o menino por todo apoio que pôde dar com seus poucos gestos e palavras. Levantou voo, e voou como nunca tinha voado antes. Iria mostrar toda sua gratidão agora. Colocaria sua felicidade em sua dança, apenas para fazer seu amigo sorrir. E conseguiu. O garoto ficou mais maravilhado do que no dia anterior. Sorriu como nunca.

E dias assim foram se repetindo. Um no outro... Eles acharam um lar. Um refúgio. Eles confiavam um no outro. Mesmo que não pudessem se comunicar diretamente, eles estavam conectados. Era como se utilizassem de telepatia para se comunicar. O silêncio os confortava.

Um dia, o pássaro foi até o local onde ele se encontravam todos os dias. Curiosamente,o menino não se encontrava lá.Sempre chegava com antecedência para receber o pássaro. Mas hoje... O pássaro não se deixou assustar. Pousou no galho da árvore e esperou por seu companheiro. E as horas passaram, e passaram. Quando a noite já havia chegado, o pássaro decidiu ir embora, sabendo que o menino já não apareceria mais naquele dia.

No dia seguinte, ele volta ao mesmo local e ao mesmo horário de sempre. E novamente o menino não estava lá. Esperou pacientemente pelo menino. E novamente ele não apareceu. E os dias foram passando... E ele continuava esperar por seu amigo. Já nem saía de lá. Passava dias e noites, apenas esperando.

Mas o menino não voltava, ele não aparecia mais. O pássaro adoeceu de tristeza. A vida havia lhe tirado a única coisa em que ele se apegou. Ele não precisava nem mais do apego a própria vida.

(15-12-2011)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quando a Neve Derrete ~~ {2 anos}

Meu Deus, meu Deus, meu Deus! Eu esqueci completamente. Eu lembrei por causa do comentário no outro post. Mesmo atrasado, hoje é dia de todos nós desejarmos parabéns ao Quando A Neve Derrete. Isso mesmo, pessoal! No dia 24 desse mês, meu querido blog fez dois aninhos de vida.

Eu nunca esperaria que conseguiria mantê-lo por mais de um ano. Eu sei que esse ano não postei tanta coisa quanto no ano passado, mas peço desculpas. Em nenhum momento, eu esqueci do Quando A Neve Derrete. Mas sabem como é, eu ando por uma fase turbulenta. Eu me mudei, fiquei sem internet por uns bons meses, tive maiores preocupações na escola e meio que me perdi dentro de mim mesma. 

Esse ano que está por vir promete um ritmo de postagens tão lento quanto desse ano, já que ano que vem estarei indo para o terceiro e último ano do Ensino Médio. Gii estará ralando para se sair bem na escola e tirar boas notas no vestibular, além de que tem que estudar para a prova específica do meu curso. É bem triste ter que crescer e deixar para trás muitas que você ama.

Quando A Neve Derrete não será esquecido, pessoal. Ainda não é o fim. Temos muita coisa para fazer ano que vem, mas sempre terá um espaço de tempo para vocês, leitores. Vou tentar voltar a trabalhar em Apenas Juntos. Então hoje comemoremos nossos dois anos juntos. Obrigada a todos que me apoiaram. Espero que estejam aqui para continuar me ajudando em tudo que preciso. 

Até o próximo post! (:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Do you believe in soulmate?

Um renomado autor, uma vez, escreveu: "A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também há as fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outroassim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."

Finalmente livre das responsabilidades do PAS, voltei a ler Dom Casmurro. Por mim, sem nenhuma obrigação. Assim, pude refletir profundamente sobre as passagens do livro. Essa acima, particularmente, me chamou a atenção. Comecei a refletir que tipo de casa minha alma seria.

Talvez tenha chegado a uma conclusão. A casa que representaria minha alma teria uma fachada bonita e chamativa. Branca com a porta principal aberta, convidando a entrar todos que passarem por perto.

Ao entrar, as pessoas se encontram numa grande sala bem iluminada pelas janelas do cômodo. Tudo à mostra. Engana fácil os desavisados. Eles se contentam com o pouco que vêem, já que foi tão fácil entrar naquela casa.

O que a maioria não percebe é que há outras salas, um labirinto de cômodos. Mas estão todas muito bem trancadas e parece ser impossível encontrar suas respectivas chaves. 

Eles não sabem que todas as chaves se encontram no grande cômodo com janelas, a que todos têm acesso. E, por algum motivo, ninguém as percebe. Ninguém consegue encontrar as sutis pistas que deixo para entrar profundamente na minha casa chamada "alma".

Ou talvez ninguém tenha tido coragem de abrir uma porta ou enfrentar o labirinto.

Porém ele... Tentou, se interessou. Foi o primeiro que se preocupou com as salas mais escondidas. A escuridão de certos quartos talvez o tenha engolido.


(02-12-11)

A garota sem sentimentos.

Estar sempre sorrindo não é tão difícil. Eu tenho facilidade em pegar meus problemas e minhas tristezas e guardá-los. Lá no fundo, numa caixa bem longe do olhar dos outros. Eu consigo enganar a todos, e talvez, principalmente a mim mesma.

Eles pensam que não há sentimentos, além de alegria. Está tudo preenchido com uma euforia demente. São tantos que acham que, por não ter sentimentos, podem usar e machucar... Ela é forte. Não sente nada.

Pois estão errados. O sentimento que sempre prevalece é o medo. Medo de ser rejeitada, do olhar de cima. As pessoas podem se afastar ao descobrirem a verdade.

Não... É mais fácil esconder. Ninguém precisa saber que a garota sem sentimentos chora todas as noites
na cama, escondida de tudo e de todos.

(23-11-11)

sábado, 26 de novembro de 2011

Blackbird ~

I'm a little bird.
Really small in a large world. I want to be part of this world. I just want to fly by myself, with my own wings. I want to be independent. But I'm so weak and immature. I can't support the whole world, even if I try. And the point is... I really tried. I tried to make things happen, but I couldn't. I'm too small for everything. In some way, for me, the expression "by myself" means "all alone". I'm trying to change. I don't want to be that egoistic. I want to be someone who people can love. But I'm really small, and it's hard to leave the nest. Even when I'm determined, that I'm sure I will fly... without falling. I need help. I will open my small wings. I will sing an old song with my small beak. And I will fly, like a gorgeous and great bird.
(15-10-11)

Kissing The Christmas Killer - O Conto

Eu era uma enviada do céu
Trocando palavras que eu jurei que
Todo pedaço de mim ainda pertenceria
Sempre e um dia
Para alguém que se importou
Tudo que pode haver
Já pôde haver


Você veio
Agora eu vou contra tudo
Promessas que eu fiz, e aqui estou eu
Caindo por seu amor
Ou eu estou perdida no céu
Eu não sei de mais nada
Não sei de mais nada


Julgamento será feito
Em um dia de Natal
Escondido na neve, ele está a minha espreita


"Brinquedos se você foi boa
Punhais se você não foi"
Melhor roubar um beijo antes que eu tenha ido
Eu tenha ido

Kissing The Christmas Killer - Maaya Sakamoto

Conto baseado na música Kissing The Christmas Killer da Maaya Sakamoto. Ouça aqui!

Kissing The Christmas Killer - O Conto 

Ele atacava sempre nas semanas natalinas. Usava seu melhor blazer e sua melhor colônia. Preparava-se para a caçada. Quem seria sua próxima vítima, nem mesmo ele sabia. 

Há anos tinha essa mesma rotina. Já estava familiarizado com o processo e as ferramentas. Aquele mesmo blazer que várias vezes fora lavado guardava histórias sangrentas que seus ouvidos nem acreditariam caso as mencionasse. 

Suas vítimas eram as de sempre. Escolhidas a dedo em meio a várias outras que, como elas, apenas faziam suas compras para a data tão especial que estava por vir. Garotas fúteis, e sem nenhum atrativo interior, apenas seus corpos que exibiam sem pudor. Essas, sim, faziam parte da lista dos malvados. A última vítima nem parecia ter se dado conta do que houve. Tão tomada pela luxúria e pela bebida que só percebeu seu triste desfecho quando a lâmina da faca estava a centímetros de seu rosto. 

Eram crimes brutais. Horríveis de se pensar. Provocavam pesadelos em todos. O medo sempre prevalecia na época natalina pelo vilarejo. O famoso serial killer conhecido como "Noel" ainda não havia sido preso e a cada ano, seus assassinatos se tornavam mais violentos. 

Ele andava em meio a multidão, olhando com vasta atenção mesmo que não fosse notada. Observava falas e ações. Hoje, particularmente, estava inquieto. Queria logo achar seu alvo. Seria seu trabalho mais memorável. 

Então ele a avistou. Tinha a pele branca, olhos grandes e curiosos de leve tom azulado, cabelos negros caindo-lhe a face. Era ela a escolhida. Ele nem sabia o por quê. Ao longo dos anos, ele acabou por perder a sanidade. Naquele momento, o que lhe importava era matar. O gosto da vingança, o sangue quente escorrendo-lhe a mão. Tudo isso fazia seu coração bater com imprecisa rapidez. 

Aproximou-se da moça de maneira singela e despercebida. Ela, tão entretida a analisar os produtos, nem percebeu a repentina aproximação do rapaz. Ele ficou a observá-la. Cada traço, cada expressão que seu rosto exercia, cada contração involuntária de seu corpo. Fazia parte do seu processo também. Guardar cada aspecto de suas vítimas em sua memória, como se fosse um troféu a ser estimado. 

A garota, distraída, se virou finalmente, como se tivesse enfim decidido o que comprar. Que surpresa foi esbarrar de frente com o charmoso e misterioso homem. Como por encanto, ela se atraiu por ele. Existia algum magnetismo em toda a aura do desconhecido. Seu olhar marcante a chamava. Era como se trocassem palavras sem nem, ao menos, abrir a boca. 

Ela, tomando uma iniciativa, o convidara para um café. Age como se o conhecesse há tempos, talvez numa outra vida. O rapaz aceitou com um sutil gesto de cabeça. Sua batalha já estava ganha. 

***

Ao menor período de tempo, lá se encontrava a moça, na casa de um completo estranho que a havia conquistado com poucas palavras. As últimas horas haviam sido como a calmaria do mar. Ela estava apenas flutuando na água, deixando-se levar pelas ondas. 

O rapaz, feliz com seu alvo fácil, levou-a direto para sua área de trabalho: seu quarto. Apresentou-lhe a cama e ela se sentou. Como procedimento, acariciou suas madeixas e a deitou na espaçosa cama. Como amantes de longo prazo, ela se entregou para o desconhecido. Ele a despiu carinhosamente e se levantou da cama, sem dizer nada. 

Era chegada a hora. Uma simples ferramenta, sua antiga amiga. Era o suficiente para silenciar sua ansiedade e inquietação. 

Assim, ao se voltar para ela novamente, já não estava de mãos vazias. Ele segurava um grande facão, com sua lâmina tão bem afiada e brilhante. 

A escuridão já havia tomado todo o quarto, apenas iluminado por uma réstia de luz vindo da janela; A lua estava cheia. A agitação tomava o corpo do frio assassino. Ali estava mais uma presa, tão indefesa e frágil, nem suspeitava do que estava por vir. Mais um dos malvados seria executado. 

Aproximou-se dela rapidamente e, com um golpe frio e certeiro, atingiu seu estômago. O sangue começou a escorrer de sua barriga nua, aumentando cada vez mais a adrenalina do serial killer. Os olhos dela se abriram de imediato, porém não pareciam surpresos nem mesmo assustados. Eram suplicantes e doces. Aquilo incomodou o assassino, sempre gostava de admirar o desespero humano nos olhos de suas vítimas. Porém, esses, por algum motivo, nem ao menos continham o apego à vida. 

- Eu sempre... - ela começou a falar vagarosamente. - procurei uma razão para a vida. - À meia luz ele viu as marcas não cicatrizadas nos pulsos da moça; O desespero foi o tomando. - Agora eu percebo que foi apenas para eu te encontrar. 

Ela passou sua mão já pálida no rosto de seu executor e beijou seus lábios levemente. 

- Você... O primeiro que realmente entendeu meu verdadeiro e maior desejo. 

Assim, ela se foi e seu corpo ficou frio. Seu assassino a segurava firme em suas mãos trêmulas. Ele permaneceu assim por um longo tempo, até que deixou cair sua primeira e última lágrima. Ela escorreu de seus olhos, caminhou por sua face e finalmente repousou na testa do cadáver. 

Então ele fugiu, para sempre. Para longe de onde repousava sua ladra de beijos. 

~*

É isso, pessoal. :3 Esse foi meu primeiro trabalho com um tom mais dramático e suspeito. Foi um treino para mim, já que não sou muito boa em descrições também. Ainda tenho muito o que melhorar, mas estou muito feliz com o resultado. Talvez esse seja um dos trabalhos que eu mais me orgulho. Obrigada a todos que leram. Comente o que acharam. 

Até o próximo post! (:


Raposa de Quintal. ~

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Talvez eu nunca havia sentindo o real peso dessas palavras. Eu nunca havia entendido o verdadeiro significado. E hoje, sinto na minha pele. Meus ombros carregam  toda essa responsabilidade. Eu cativei alguém. De um modo que eu pensei não ser possível. Essa pessoa criou uma dependência obsessiva. Não a culpo. Eu sou a culpada.

Eu sou responsável por essa pessoa. Porém eu não sou madura o suficiente. Eu não tenho a que me apoiar e não sei como agir. Eu optei por abandonar alguém que afirmava estar ao meu lado e, mesmo assim, servia apenas de peso. Nunca pude ver uma resposta.

Meus pensamentos não conseguem clarear. Ninguém entende e todos julgam. A vilã sou eu, não é mesmo? Eu fui insegura, eu fui fraca. Eu fui egoísta. E, mesmo após ser cruel a ponto de querer dar um ponto final, eu continuo machucando. Meus atos sempre estão errados. Eu não acerto uma. Sinto-me perdida. Eu procuro uma solução, mas tudo o que está ao meu redor desaba. E forma uma fortaleza escura e sem saída.

Eu fico presa, tendo apenas como companhia meus erros, meu egoísmo, as lágrimas derramadas por alheios. Por mais que eu tente, empurrar as pedras que formam minha fortaleza, é inútil. Porque ninguém do outro lado se dispõe a ajudar, a me dar uma luz. Mesmo tendo alguém lá, apenas esperando.

Não precisa de iniciativa. Eu posso iniciar o processo, mas não consigo terminá-lo sozinho.

(25-09-2011)