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sábado, 7 de janeiro de 2012

O menino e o pássaro.



Havia um belo pássaro. Com suas plumas e penas negras, voava com muito orgulho pelo claro céu. Era um ser de espírito livre, sofria de desapego. Olhava apenas para frente, e não se arrependia de nada. Talvez por isso... Fosse tão sozinho. Claro... Sozinho não so pássarignifica solitário. O orgulho do fazia com que se tornasse até esnobe. Os outros pássaros se intimidavam com a determinação que o pomposo pássaro negro possuía. E procuravam não se aproximar.

Mesmo assim, ele não era afetado por esse isolamento. Era mais fácil para ele. Ele não gostava de se envolver com os outros. Pobre dele... Nem conseguia perceber o abismo que se formava dentro de seu próprio coração.

Durante um de seus costumeiros voos por uma mata, um garotinho o observava de longe. Ele se admirava com todo esplendor que o pássaro exercia ao voar. Tinha um quê melódico. Era como se ele tocasse notas, melodias com o seu planar. O pássaro, tão empenhado, não percebeu a presença do humano vislumbrado. Logo, ele se cansou e decidiu pousar em uma árvore próxima. Próxima do garoto. O pássaro corria seus miúdos olhos pela floresta. Ao olhar para baixo, viu o menino que o encarava, maravilhado. O pássaro, indiferente, desviou o olhar de seu admirador. 

- Olá. - disse o menino de repente. 

O pássaro, curioso, procurou saber com quem o menino estava falando. Mas o menino não havia se movido. Continua a encarar o pássaro, sorrindo. Este voou até um galho mais baixo, para poder enxergar mais de perto o menino que parecia tentar conversar com ele. 

- Você é de uma beleza magnífica. Como pode um ser voar com tanta leveza...

Se pudesse sorrir, teria sorrido. Não era a primeira vez que ouvia elogios sobre seu voo. Mas vindo de um ser humano fazia muita diferença... Esses seres que já não se mostravam encantados com nada, que não pareciam ver beleza em mais nada. Principalmente vindo da natureza. Parece que esse menino não fora contagiado pela repugnância que assolava a raça humana.

Ainda assim, virou-se para partir. Deixar para trás o menino, como qualquer outro que tenha cruzado seu caminho. Quando já havia aberto suas asas, e estava pegando impulso para voar, o menino fala outra vez:

- Você está solitário, não?

Aquilo havia atingido o grande orgulho do pássaro. Solidão era um sentimento que ele não conhecia. Se precisasse, haveria muitos que estariam esperando para ajudar o pássaro. Ele apenas prefira estar sozinho. Mas que já cativara muitos, tinha certeza que sim. Virou-se novamente para o menino como se pedisse explicações.

- Sua dança pelos ares... Me passou um quê de tristeza. Eu senti que você punha a solidão em seus movimentos, tudo o que você esconde em seu coração.

O pássaro voou em volta do menino, com um bater de asas acelerado. Como se dissesse que o menino estava errado. Não se sente solitário. Ao contrário, era um ser muito feliz.

- Isso é apenas uma máscara. Você não quer mostrar seus verdadeiros sentimentos para que ninguém se aproveite das suas fraquezas.

O pássaro balançou levemente a cabeça, como se estivesse pensando seriamente no assunto. O menino sorriu e disse:

- Eu entendo. Eu me sinto assim também... - O menino hesitou a falar. - Eu tenho que ir. Será que eu poderei vê-lo de novo? Posso te ver voando novamente?

O pássaro abriu as asas e as balançou levemente, como se dissesse "sim". O menino sorriu novamente e disse:

- Amanhã, sim? - saiu assim, andando.

Havia um sentimento estranho dentro do pássaro. Ele queria ouvir mais o garoto. Decidiu então cumprir sua promessa de estar lá no dia seguinte. No mesmo horário, o pássaro sobrevoou a mata e desceu para o lugar onde se encontrava o menino, sentado no chão. O pássaro arriscou-se a pousar no chão, em frente e próximo ao menino. Este sorriu e estendeu sua pequena mão para acariciar a cabeça da ave. O pássaro se espantou com a ousadia do menino em lhe tocar, e com o fato dele mesmo ter permitido.

Esse garoto era diferente de qualquer um que nele tinha conhecido. Ele pareceu sincero... E, pela primeira vez, o pássaro percebeu a realidade que guardava tão bem dentro de si. Ele se sentia solitário. Não havia em quem confiasse no mundo. E o abismo começara a o engolir. O menino percebeu o olhar triste do pássaro.

- Não se preocupe. Eu estou aqui. Eu não irei te deixar. Você não está mais sozinho.

Assim, como a solidão que o invadiu, ele sentiu pela primeira vez a felicidade genuína. Queria agradecer o menino por todo apoio que pôde dar com seus poucos gestos e palavras. Levantou voo, e voou como nunca tinha voado antes. Iria mostrar toda sua gratidão agora. Colocaria sua felicidade em sua dança, apenas para fazer seu amigo sorrir. E conseguiu. O garoto ficou mais maravilhado do que no dia anterior. Sorriu como nunca.

E dias assim foram se repetindo. Um no outro... Eles acharam um lar. Um refúgio. Eles confiavam um no outro. Mesmo que não pudessem se comunicar diretamente, eles estavam conectados. Era como se utilizassem de telepatia para se comunicar. O silêncio os confortava.

Um dia, o pássaro foi até o local onde ele se encontravam todos os dias. Curiosamente,o menino não se encontrava lá.Sempre chegava com antecedência para receber o pássaro. Mas hoje... O pássaro não se deixou assustar. Pousou no galho da árvore e esperou por seu companheiro. E as horas passaram, e passaram. Quando a noite já havia chegado, o pássaro decidiu ir embora, sabendo que o menino já não apareceria mais naquele dia.

No dia seguinte, ele volta ao mesmo local e ao mesmo horário de sempre. E novamente o menino não estava lá. Esperou pacientemente pelo menino. E novamente ele não apareceu. E os dias foram passando... E ele continuava esperar por seu amigo. Já nem saía de lá. Passava dias e noites, apenas esperando.

Mas o menino não voltava, ele não aparecia mais. O pássaro adoeceu de tristeza. A vida havia lhe tirado a única coisa em que ele se apegou. Ele não precisava nem mais do apego a própria vida.

(15-12-2011)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quando a Neve Derrete ~~ {2 anos}

Meu Deus, meu Deus, meu Deus! Eu esqueci completamente. Eu lembrei por causa do comentário no outro post. Mesmo atrasado, hoje é dia de todos nós desejarmos parabéns ao Quando A Neve Derrete. Isso mesmo, pessoal! No dia 24 desse mês, meu querido blog fez dois aninhos de vida.

Eu nunca esperaria que conseguiria mantê-lo por mais de um ano. Eu sei que esse ano não postei tanta coisa quanto no ano passado, mas peço desculpas. Em nenhum momento, eu esqueci do Quando A Neve Derrete. Mas sabem como é, eu ando por uma fase turbulenta. Eu me mudei, fiquei sem internet por uns bons meses, tive maiores preocupações na escola e meio que me perdi dentro de mim mesma. 

Esse ano que está por vir promete um ritmo de postagens tão lento quanto desse ano, já que ano que vem estarei indo para o terceiro e último ano do Ensino Médio. Gii estará ralando para se sair bem na escola e tirar boas notas no vestibular, além de que tem que estudar para a prova específica do meu curso. É bem triste ter que crescer e deixar para trás muitas que você ama.

Quando A Neve Derrete não será esquecido, pessoal. Ainda não é o fim. Temos muita coisa para fazer ano que vem, mas sempre terá um espaço de tempo para vocês, leitores. Vou tentar voltar a trabalhar em Apenas Juntos. Então hoje comemoremos nossos dois anos juntos. Obrigada a todos que me apoiaram. Espero que estejam aqui para continuar me ajudando em tudo que preciso. 

Até o próximo post! (:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Do you believe in soulmate?

Um renomado autor, uma vez, escreveu: "A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também há as fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outroassim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."

Finalmente livre das responsabilidades do PAS, voltei a ler Dom Casmurro. Por mim, sem nenhuma obrigação. Assim, pude refletir profundamente sobre as passagens do livro. Essa acima, particularmente, me chamou a atenção. Comecei a refletir que tipo de casa minha alma seria.

Talvez tenha chegado a uma conclusão. A casa que representaria minha alma teria uma fachada bonita e chamativa. Branca com a porta principal aberta, convidando a entrar todos que passarem por perto.

Ao entrar, as pessoas se encontram numa grande sala bem iluminada pelas janelas do cômodo. Tudo à mostra. Engana fácil os desavisados. Eles se contentam com o pouco que vêem, já que foi tão fácil entrar naquela casa.

O que a maioria não percebe é que há outras salas, um labirinto de cômodos. Mas estão todas muito bem trancadas e parece ser impossível encontrar suas respectivas chaves. 

Eles não sabem que todas as chaves se encontram no grande cômodo com janelas, a que todos têm acesso. E, por algum motivo, ninguém as percebe. Ninguém consegue encontrar as sutis pistas que deixo para entrar profundamente na minha casa chamada "alma".

Ou talvez ninguém tenha tido coragem de abrir uma porta ou enfrentar o labirinto.

Porém ele... Tentou, se interessou. Foi o primeiro que se preocupou com as salas mais escondidas. A escuridão de certos quartos talvez o tenha engolido.


(02-12-11)

A garota sem sentimentos.

Estar sempre sorrindo não é tão difícil. Eu tenho facilidade em pegar meus problemas e minhas tristezas e guardá-los. Lá no fundo, numa caixa bem longe do olhar dos outros. Eu consigo enganar a todos, e talvez, principalmente a mim mesma.

Eles pensam que não há sentimentos, além de alegria. Está tudo preenchido com uma euforia demente. São tantos que acham que, por não ter sentimentos, podem usar e machucar... Ela é forte. Não sente nada.

Pois estão errados. O sentimento que sempre prevalece é o medo. Medo de ser rejeitada, do olhar de cima. As pessoas podem se afastar ao descobrirem a verdade.

Não... É mais fácil esconder. Ninguém precisa saber que a garota sem sentimentos chora todas as noites
na cama, escondida de tudo e de todos.

(23-11-11)

sábado, 26 de novembro de 2011

Blackbird ~

I'm a little bird.
Really small in a large world. I want to be part of this world. I just want to fly by myself, with my own wings. I want to be independent. But I'm so weak and immature. I can't support the whole world, even if I try. And the point is... I really tried. I tried to make things happen, but I couldn't. I'm too small for everything. In some way, for me, the expression "by myself" means "all alone". I'm trying to change. I don't want to be that egoistic. I want to be someone who people can love. But I'm really small, and it's hard to leave the nest. Even when I'm determined, that I'm sure I will fly... without falling. I need help. I will open my small wings. I will sing an old song with my small beak. And I will fly, like a gorgeous and great bird.
(15-10-11)

Raposa de Quintal. ~

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Talvez eu nunca havia sentindo o real peso dessas palavras. Eu nunca havia entendido o verdadeiro significado. E hoje, sinto na minha pele. Meus ombros carregam  toda essa responsabilidade. Eu cativei alguém. De um modo que eu pensei não ser possível. Essa pessoa criou uma dependência obsessiva. Não a culpo. Eu sou a culpada.

Eu sou responsável por essa pessoa. Porém eu não sou madura o suficiente. Eu não tenho a que me apoiar e não sei como agir. Eu optei por abandonar alguém que afirmava estar ao meu lado e, mesmo assim, servia apenas de peso. Nunca pude ver uma resposta.

Meus pensamentos não conseguem clarear. Ninguém entende e todos julgam. A vilã sou eu, não é mesmo? Eu fui insegura, eu fui fraca. Eu fui egoísta. E, mesmo após ser cruel a ponto de querer dar um ponto final, eu continuo machucando. Meus atos sempre estão errados. Eu não acerto uma. Sinto-me perdida. Eu procuro uma solução, mas tudo o que está ao meu redor desaba. E forma uma fortaleza escura e sem saída.

Eu fico presa, tendo apenas como companhia meus erros, meu egoísmo, as lágrimas derramadas por alheios. Por mais que eu tente, empurrar as pedras que formam minha fortaleza, é inútil. Porque ninguém do outro lado se dispõe a ajudar, a me dar uma luz. Mesmo tendo alguém lá, apenas esperando.

Não precisa de iniciativa. Eu posso iniciar o processo, mas não consigo terminá-lo sozinho.

(25-09-2011)

domingo, 17 de julho de 2011

Você. ~

Às vezes, é como se eu esquecesse o passado e tudo aquilo que aprendi sobre você. Não tenho certeza de como explicar isso, mas é assim que eu me sinto. Eu acabo esquecendo suas maravilhosas qualidades. Seu entusiasmo, sua teimosia, sua timidez terna, seu coração tão puro e sincero. Há tantas qualidades suas que eu admiro e adoro. Acho que, às vezes, esqueço os motivos pelo qual me apaixonei. É que hoje não vejo um motivo sequer para não amar você, mas apenas esqueço as coisas que mais me atraíram em você. E é tão bom lembrar de tantos detalhes bonitos sobre você. Queria que estivesse aqui. Que eu pudesse te abraçar e senti-lo mais perto do que nunca. Para que eu possa saber que é real. E que não é apenas outro sonho. Uma prova de que eu também mereço o amor. 
27-01-2011

Minha razão. ~

É tão fácil assim gostar de alguém? A ponto de fazer os sentimentos tomarem conta de seu corpo e esquecer o que é certo ou errado. Esquecer como era a vida, e se perder em meio ao devaneio de emoções. Assim, percebe-se o quão vazia era a sua rotina antes e vê que, sim, você tem uma razão de vida. Você tem o direito de estar vivo, sabendo que tem um lugar no mundo. 
30-03-2011

Sem calor

Eu queria saber me expressar. Queria poder ser honesta, e usar outros meios para expressar devoção. Mas eu só sei usar palavras, eu só posso usar palavras. Mas são suficientes? Para você, é suficiente? Eu apenas escrevo palavras sem calor humano, sem expressão. Eu quero sentir e abraçar seu coração. Se for possível... 
30-03-2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

The Fool ~

I know that.
It's impossible for people to understand 
what a fool is thinking. 
And that's why he live alone 
and feel alone. 
He wants to be understand.
He wants to have a friend. 
Somebody to love him. 
Love him for who he are. 
When he finally be himself... He will be free. 

~*
Quanto tempo! Estou oficialmente de volta. São tantos textos que eu guardei durante esse meio tempo em que estive ausente que nem sabia por onde começar. Mas aqui está um deles. Espero que não se importem de que seja apenas alguns versos. Obrigada por tudo. ~

Até o próximo post! (:

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Seis meses.

Antes, o mundo era preto-e-branco. Era um mundo devastado de tédio e desesperança. Eu vivia uma sensação próxima ao de cair em um buraco. Um buraco escuro e profundo. Passando repetidamente pela mesma negritude, apenas esperando que finalmente chegasse ao fundo. Uma rotina incomparável de terror.

Nesse meu mundo sombrio, eu sofria. Pois buscava a todo custo uma estrela que brilhasse para mim e iluminasse minha vida triste. Mas, por algum motivo, aquela estrela nunca poderia ser minha, nunca poderia iluminar meu caminho. Ainda assim, eu guardava esperanças. Eu sonhava pelo dia em que essa estrela finalmente me notasse e me protegesse.

Chegou uma hora em que essa esperança murchou e eu acreditava que aquilo seria o fim. Não importava mais quando eu bateria no fundo daquele buraco. Aquela luz já estava muito longe. Então eu fechei os olhos, para esperar o fim. Nesse momento, senti algo ofuscando e um calor invadiu meu corpo, esquentando cada parte do meu ser gelado. E meu coração começou a se encher de algo, de um sentimento que eu nunca havia provado antes. Abri os olhos e lá estava... Tão belo, tão próximo, tão caloroso... Era você, com sua luz digna de um sol. De repente tudo se iluminou e vi que eu já não estava num buraco e tudo estava mais colorido. E, há seis meses, meu mundo está assim, feliz. E graças à apenas uma pessoa... Você. Eu te amo, Marllon de França Rodriguês.

O que é o brilho de uma estrela, 
comparado à luz de um sol?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

~* Apenas Juntos *~, um ano. ♥ ~


Olá, passarinhos cantantes!
Hoje venho aqui com um post para comemorar o um ano em que eu escrevo meu primeiro romance sério: Apenas Juntos.

Há um ano atrás, eu me sentia agoniada. Eu observava o blog e observava. Faltava algo. Eu queria mudá-lo e melhorá-lo, trazer algo diferente para o blog que tornasse mais acompanhável. Então decidi escrever um texto, sem compromisso, sem esperar algo realmente. E, sinceramente, o primeiro capítulo não foi aquelas coisas, né? Mas eu gostei. Eu gostei de escrever.

O tempo foi passando e eu continuava escrevendo novos capítulos. Com isso, eles ficaram cada vez maiores e melhores escritos. Eu passei a prestar mais atenção às regras gramaticais, consegui detalhar ambientes e sentimentos, além de formar diálogos mais lógicos.

Além disso, consegui criar um clímax. Fiz problemas e conflitos, e muitas outras situações que, com certeza, irão deixá-los surpresos. Também estou orgulhosa de conseguir incluir novos personagens com seus próprios conflitos.

Eu, sinceramente, me apeguei aos personagens. No começo, eu sentia que cada personagem era baseado em algum personagem de anime. Por exemplo, Kakyou com o Kureno de Fruits Basket, Aiko com a Mei de Ouran, <....> com a Uotani de Fruits Basket e Yuki com o Fujimoto de Kobato. Mas hoje, eles são personagens independentes. São os meus personagens. Eu os criei. E não existe orgulho maior do que ter algo que você mesmo criou. Eu amo meus personagens e cada um é como uma parte de mim. Uma sombra de minha personalidade. É como se eu os conhecesse, como se fosse amigos ou até filhos. Cada um deles são meus filhos e como qualquer mãe, fico orgulhosa de poder vê-los crescer e aprender a lutar por seus objetivos.

Estou ansiosa para conhecê-los melhor. E vocês, leitores, espero que estejam tanto quanto eu.

Agradecimentos especiais à minha mãe e meu pai que sempre me apoiaram quanto a minha ambição de ser escritora, à Gabriela que, apesar de tudo, sempre apoiou Apenas Juntos, ao Magi que sempre ajudou no encaminhar do blog, à Yuu-chan que desde sempre está cobrando novos capítulos e fez o favor de fazer a capa e cuidar do visual do blog, a Mariana, minha professora do curso de Redação da Unb, que está corrigindo os capítulos e, é claro, a todos aqueles que lêem o blog e Apenas Juntos.

Obrigada por tudo, pessoal. O blog e Apenas Juntos só existe por causa de vocês.

Até o próximo post! (:

domingo, 30 de janeiro de 2011

You Raise Me Up

Você me eleva (You Raise Me Up) - Brendan Graham/ Rolf Lovland Ouça aqui!

Quando estou para baixo, oh minha alma, tão cansada
Quando preocupações surgem e meu coração fica sobrecarregado
Então, eu me acalmo e espero aqui em silêncio
Até você vir e sentar-se por um instante comigo

Você me eleva, então eu posso ficar sobre montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva para mais do que eu posso ser

Não há vida - não há vida sem este desejo
Cada batida do meu coração tão imperfeito
Quando você chega e eu me espanto
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade


Você me eleva, então eu posso ficar sobre montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva para mais do que eu posso ser

Você me eleva, então eu posso ficar sobre montanhas
Você me eleva, para andar sobre mares tempestuosos
E sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me eleva para mais do que eu posso ser


domingo, 23 de janeiro de 2011

Música.

É um sentimento estranho. Como se eu quisesse gritar, cantar, me soltar dessas amarras. Que me prendem, fazendo me esconder. Ah, se eu tivesse um palco agora. 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Para sempre nunca.

Sempre. Uma grande palavra. Tão complicada e comprometedora. Quando usada, torna-se uma promessa. Às vezes... Que nunca pode ser realizada. "Felizes para sempre". Outra promessa irrealizável. Isso existe? "Para sempre"? É normal desejar o sempre? Quando você sabe que é impossível. Nós mentimos para nós mesmos e mentimos para aqueles que amamos, pois o "para sempre" não existe. E tentar alcançá-lo só trará mais dor. Pior do que um sonho impossível é uma luta em vão. Então aproveitar o "aqui" e o "agora" é a única saída. Porque tudo muda, tudo acaba. E o que sobra são apenas lembranças de um tempo distante. Como se nunca tivesse acontecido.

Para sempre nunca... 

sábado, 25 de dezembro de 2010

Quando a Neve Derrete ~~ {1 ano}

É tempo de festas. E sabe por que? Natal? Ao contrário, meu amigo. Ontem, dia 24 de dezembro, nosso querido "Quando a Neve Derrete..." fez 1 ano de existência. Sinceramente, isso é realmente um milagre. Eu nunca mantive um blog por tanto tempo e fico orgulhosa de ter criado e mantido o "Quando a Neve Derrete...". Mesmo tendo poucas pessoas que visitam, eu gosto muito desse meu humilde blog e já o considero um sucesso maior do que um blog badalado onde sempre tem gente visitando.

Eu comecei esse blog sem muito objetivo traçado e eu temia desde o início que o abandonasse, mas o tempo foi passando e eu me apegava a ele. Não importava o quão idiota seja meus pensamentos e sentimentos, meu blog não me rejeita. Ele acabou sendo um confidente e se tornou um elo com outras pessoas, fazendo me expressar melhor com ele. 

Em Fevereiro de 2010, recebi um presente que hoje alegra meus dias. Eu ficava tão entusiasmada com o blog que eu queria melhorá-lo, trazer coisas diferentes e divertidas para meus poucos leitores. Houve o nascimento do meu primeiro romance sério: Apenas Juntos. Se não fosse o blog, eu talvez nunca tivesse coragem de criar uma história dessas. Hoje, eu me divirto tendo que quebrar a cabeça com nomes de personagens, personalidades de personagens, clímax do capítulo, entre outras coisas. Além de poder criar os caras perfeitos e fazer os leitores ficarem furiosos com a enrolação do casal principal. 

Tornou-se cada vez mais divertido passar horas e horas pesquisando para os posts do blog e poder correr atrás de ferramentas para deixá-lo mais atraente e chamativo. Foi um trabalho duro, mas que valeu muito a pena. "Quando a Neve Derrete..." agora é um importante elemento do meu dia-a-dia. Que o próximo ano seja repleto de posts para meu querido blog. Parabéns pelo seu primeiro aninho, meu lindo. Eu te amo!

Até o próximo post! (: 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fifteen years.

Aniversário. Isso apenas acontece uma vez no ano, certo? Para uma pessoa como eu que raramente comemora feriados como Páscoa, Finados, Dia das Mães, Dia dos Pais, até mesmo Natal, era de se esperar que eu não me importasse nem um pouco com meu aniversário, certo? ERRADO.

Aniversários, principalmente os meus, são de extrema importância para mim. Não digo isso pelo motivo sentimental de que você está comemorando o dia em que você nasceu. É bem mais fútil que isso. Apenas algo muito comum chamado "costume". Festas de aniversário são divertidas, muito divertidas. É apenas isso. Uma das pequenas coisas fúteis na minha personalidade. Mas qual é o verdadeiro motivo por eu gostar tanto de meu aniversário? Simples. Pelo menos nesta data, eu posso ser o centro de tudo.

Eu sou uma pessoa muito contraditória. Eu adoro chamar atenção das pessoas mas, ao mesmo tempo, eu odeio chamar atenção. Como posso explicar...? Por exemplo, eu não faço a mínima questão de chamar a atenção das pessoas da minha sala, ou da rua. Pois elas não importam para mim. É até melhor que não percebam minha existência e me deixem no meu canto. Já amigos e familiares, adoro chamar atenção. Uma boa prova disso é meu doce amor pelo palco. Sinto-me muito muito confortável num palco, como se fosse meu próprio quarto.

Assim é lógico que meu aniversário é algo importante para minha pessoa. Todos os anos quando chega o tão esperado mês de Dezembro, preparo meu discurso para o primeiro pedaço e espero ansiosamente pelo dia 3 de Dezembro. Não que eu espere milhões e milhões de presentes caros. A verdade é que receber um "Parabéns!" já faz com que eu me sinta nas nuvens. Poder ouvir todas as pessoas que você ama lhe desejando felicidades realmente faz com que você se sinta especial.

O melhor de toda essa época de aniversário, na realidade, é a festa, a comemoração. Porque todos lá estão por você. E quando está na hora de se cortar o bolo, todos estão a sua volta, olhando para o bolo você. Todos os anos, procuro caprichar no meu discurso e poder também presentear uma ou duas pessoas sortudas no meu aniversário.

O fato é que amo aniversários, principalmente o meu e o desse ano foi mágico. Recebi presentes, "parabéns" e muita atenção por parte dos meus familiares e amigos. Obrigada a todos os presentes na minha festa e os ausentes que, mesmo assim, me desejaram "feliz aniversário". Não se faz 15 anos todo dia, não? O bom é que, para algumas pessoas, você sempre será o centro do universo delas.

Bem que ano que vem possa chegar logo...

Até o próximo post! (:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nostalgia pottermaníaca

Sempre sofro uma nostalgia após cada novo filme de Harry Potter, porém creio que esse último tenha sido pior. A última vez em que li um livro de Harry Potter foi no ano em que lançou o último livro, ou seja, há muitos anos atrás. O que deu num terrível esquecimento de vários detalhes da história. Mesmo assim, eram várias memórias que passavam pela minha mente. Tudo muito divertido.

Graças a nostalgia, acabei assistindo o terceiro filme, o meu favorito. Eu sempre tive um carinho especial pelo Sirius e os marotos. Eu tinha vários devaneios em que eu criava todo o passado deles. Era realmente divertido. De repente, eu lembrei de todo aquele carinho e aquela admiração que eu via na amizade entre Tiago, Sirius e Remus.

Acabei sendo afetada por aquela nostálgica sensação de amor aos marotos. Só queria compartilhar com alguém esse meu momento pottermaníaco com vocês.

Até o próximo post! (:

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O pequeno cogumelo.

Era uma vez um pequeno cogumelo. Como qualquer outro de sua espécie, ele vivia em lugares escuros, e sua morada em especial era em baixo de um tronco velho. Seus dias eram como o de qualquer cogumelo, possuía amigos como qualquer outro cogumelo, ou seja: ele não tinha nada de especial. Ele estava satisfeito com sua vidinha: uma vida comum.

Mas um belo dia, ele resolveu variar. Ao invés de dormir cedo como qualquer outro cogumelo, ele ficou acordado, apenas para olhar para a lua. Ele conseguiu, mas teve uma grande surpresa: a lua era mais bonita do que ele poderia sequer imaginar. Ficou simplesmente encantado, ainda mais quando viu que a lua olhava para ele. A lua sabia que ele existia!

Tomou coragem e resolveu conversar com ela. Conversaram bastante, riram bastante. Puxa, como a lua era legal!

Mas já estava quase amanhecendo, e a lua deveria ir. O cogumelo apenas sorriu e se despediu da lua. Durante todo o dia, o cogumelo só pensava em o que falar quando anoitecesse novamente, e sua amada lua aparecesse para ele e sorrisse.

Os dias se passaram, e o cogumelo e a lua se tornaram realmente bons amigos. Conversavam, riam, não percebiam o tempo passar, e logo logo a lua sumia novamente, abrindo espaço para o sol.

O cogumelo começou a ficar com medo: que dor era aquela no coração? Porque só a sentia quando não estava falando com a lua? Ele ficou com medo de que fosse amor. Como poderia um cogumelo se apaixonar pela lua?

Mas com o passar do tempo, ele percebeu que não deveria ter medo de seus sentimentos. Amor é algo tão maravilhoso!

Porque escondê-lo da sua amada lua? O corajoso cogumelo tomou coragem e se declarou para a lua.

Seu espanto foi tamanho quando descobriu que a lua se sentia da mesma forma por ele. Chorou de felicidade, e não conseguia parar de sorrir!

Os dias foram se passando, e o amor do cogumelo apenas aumentava. Só de ver a lua sorrir, o cogumelo já se sentia satisfeito.

Mas a lua não...

Com o passar do tempo, tanto a lua quanto o cogumelo começaram a sofrer. O pequeno cogumelo queria abraçar a lua, queria beijá-la, poder olhá-la nos olhos... mas não podia. Ele estava pregado naquele chão. Precisaria de muita coragem para se tornar uma estrela e ficar ao lado da lua o tempo todo, mas o cogumelo era medroso.

A lua, igualmente. Quem levaria a noite para o outro lado do mundo, se não ela? E para ela, seria impossível desistir de ser uma lua para ficar do lado do cogumelo.

Dias se passaram...

O cogumelo, por mais que amasse a lua, percebeu que os sentimentos da própria por ele estavam se enfraquecendo.

E ele compreendia. Compreendia muito bem. Ele não tinha medo que a lua dissesse que não o amava mais: ele tinha medo que a lua se apaixonasse pela grandeza do sol, ou pelo brilho das estrelas. Afinal, ele era só mais um cogumelo feio e normal. A lua estava rodeada de coisas grandiosas! O que ela iria querer com um pequeno pedaço de fungo?

Então, veio o dia no qual a lua confirmou as suspeitas do cogumelo: eles voltaram a ser somente amigos.

Mas o cogumelo sofria. Não conseguia ver a lua apenas como uma amiga! A lua era muito mais do que isso para ele...

Ele a amava mais do que qualquer outra coisa no mundo. Mas não adiantava... o pequeno cogumelo não sabia se expressar muito bem, se envergonhava com facilidade, e o mais importante: não poderia ficar do lado da lua todas as horas do dia.

Após dias e dias deprimidos, o pequeno cogumelo decidiu parar de falar com a lua, para tentar esquecê-la. Ele não conseguiria voltar a ser amigo dela... doía demais!

Mas ele simplesmente não conseguia. Acordava no meio da noite para dar uma espiada na lua, seus pensamentos sempre paravam nela, não importa a hora do dia... já chega. Ele decidiu que não deveria reprender seus sentimentos.

Um dia, ficou acordado novamente, e falou para a lua de seus sentimentos:

"Eu não desisti! Vou provar para você que eu mudei. Eu ainda a amo mais do que tudo, e não quero ter que fingir que não sinto isso por você. Irei fazer você se apaixonar por mim novamente. Sei que não tenho atrativos, sei que sou feio, que sou normal... mas irei tentar! Não vou desistir de ter você ao meu lado novamente!"

E até hoje, o pequeno cogumelo se esforça para recuperar o amor da lua. Apesar de ser extremamente atrapalhado, ele não perde as esperanças: poder amar a lua novamente é tudo que importa pra ele. Enquanto ele estiver lutando pela chegada do dia onde poderá amar a lua, ele pode fazer tudo. O pequeno cogumelo apenas espera que a lua lhe dê outra chance, assim ele irá se tornar uma estrela sem medo algum, e irá amar a lua com todas as suas forças.

Mas... E o que aconteceu depois?
O cogumelo continuava, determinado, lutando para conquistar sua amada lua. Era sem jeito, esquecido e muitas vezes não demonstrava o que realmente queria, mas algo inegável era seu esforço.

O tempo passou. E passou...

O cogumelo estava cansado. Amava a lua com todas as suas forças, estava sempre ali olhando por ela, qualquer favor que ela lhe pedir era uma ordem, se ela estava triste era o cogumelo que a consolava... mas se deu conta de que era realmente um bom amigo.

Foi como um tiro em seu peito, e o pobre cogumelo passou dias depimidos. Seus amigos o consolavam mas nada levantava seu ânimo. Foi então que ele parou e pensou "o único jeito é um dos lados abrir mão de sua situação atual. E eu acho que eu que terei que abrir mão da minha, terei que ser amigo da lua e fingir que não a amo, até me apaixonar por outra pessoa".

Mas não era tão fácil assim. Seu coração pertencia somente à lua. Amar outra pessoa para ele era impossível! Mas deveria tentar, pelo bem de sua amada...

O pequeno cogumelo, sem jeito, ficou acordado até tarde novamente, para falar com sua amada lua. Por coencidência, a lua queria falar com ele também. Por não ter coragem o suficiente para falar, o cogumelo permitiu que a lua falasse primeiro.

"Eu te amo".

"O que?" o cogumelo pensou. Ele pensou estar sonhando. Um sonho muito bom por sinal.

Mas não era sonho algum. A lua estava apaixonada novamente pelo pequeno pedaço de fungo, e o pediu em namoro.

Na verdade, há um bom tempo a lua andava confusa sobre seus sentimentos. Não sabia ao certo se não gostava do cogumelo, se gostava do sol... talvez as estrelas? Mas a imagem do pequeno fungo sempre lhe voltava a mente, e teve então certeza de seus sentimentos.

Este foi o dia mais feliz da vida do cogumelo. Sentiu sua energia voltar para seu corpo, seu sorriso se abrir e se fixar ali e a única vontade que sentia era de estar com a lua.

Hoje, não é mais possível encontrar o pequeno cogumelo em baixo do tronco. Seu amor fez com que ele criasse coragem.

Hoje, ele é uma pequena estrela. Há relatos de que esta estrela nunca se separa da lua, está sempre ali próxima à ela.

Dizem também que eles estão completamente apaixonados um pelo outro, e que vão continuar assim pela eternidade.
 
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Conto por Ana Luiza (vulgo Anya, a alface). Adorei essa história e esse cogumelo me lembra alguém muito especial para mim.
 
Até o próximo post! (:

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A lagarta ciumenta

Em uma mata virgem, havia uma árvore que se debruçava sobre um lago e um de seus ramos por pouco não tocava a água. Esse ramo era a morada de uma bela lagarta colorida.

Um dia a lagarta conheceu um girino que nadava por ali e, depois de uma boa conversa, passou a visitá-la com frequência. E logo se apaixonaram.

- Ah, minha pérola negra, prometa-me que nunca vai mudar! - falava a lagarta.

- Eu prometo, meu arco-íris! - respondia o girino. - Nunca mudarei nada em mim.

E o tempo passa e o girino aparece com pernas. A lagarta se sentiu iludida e chorou.

- Mas, meu arco-íris, a culpa não é minha, me desculpe, eu não mudo mais. Prometo!

A lagarta o perdoou, mesmo muito sentida, porém depois de uns dias cresceram braços no girino. A lagarta se sentiu ofendida e traída, e pôs-se a chorar. Não podia aceitar a mentira do girino.

- Eu não quero estes braços, eu não quero estas pernas. Perdoe-me, eu te amo!

A lagarta, além de muito magoada pela mentira, não aceitava que ele mudasse, mas o perdoou, dizendo que não perdoaria mais mentiras.

E a calda que o girino tinha resolveu desaparecer. Então a lagarta subiu os ramos, sem ouvir as desculpas do girino, e, chorando, fez um casulo de tanta tristeza. Isolou-se lá, com sua indignação e melancolia.

Quando a lagarta saiu do casulo, estava muito feliz porque havia se tornado uma fantástica borboleta, e estava maravilhada em saber voar. Como também havia mudado, estava pronta para desculpar o girino, arrependida, e começou a procurar sua pérola negra. Então saiu a voar perguntando por um belo girino com braços e pernas.

Perguntou a um sapo por ali:

- Senhor sapo, você viu um giri...

O sapo não a deixou terminar a frase e a devorou rapidamente. Este sapo, antes o amado girino da borboleta, continuou a procurar, tristonho, o seu querido arco-íris ciumento.

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Eu adoro essa história reescrita por uma amiga da minha sala, Aline Henning. Eu acho que me identifico muito com a lagarta ciumenta. Também nos faz pensar um pouco sobre como temos a tendência de não aceitar as coisas diferentes. Bem, é só isso.

Até o próximo post! (: