quinta-feira, 24 de junho de 2010

~ Dreams and tears



Are you crying today? If the answer is 'yes',
please don't. I love your smile. I love your
laugh. So please, don't cry. Not today,
or even tomorrow. Please.



Dreams... 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Visual novo e Hoshi wa Utau.

Olá a todos! Faz tanto tempo que não apareço aqui... Menos de 10 dias, eu sei... Mas, para mim, parece tanto tempo. Acho que para quem acompanha o blog é bastante tempo também, né? Apesar de que não sei se há realmente alguém que acompanha esse blog. Enfim, vamos ao que interessa.

Primeiramente o novo visual do blog. Eu mudei um pouco, graças uma nova função do Blogger. Achei interessante e fui olhar um pouco e acabei mudando o visual. Na realidade, foi muito difícil para mim. Eu era apegada àquele outro, mesmo sendo tão simples  sempre quando era visto me dava a mesma sensação de "Quando a neve derrete...". Então para tentar não tirar essa sensação coloquei essa linda imagem coberta de neve atrás. Talvez ela lembre um pouco o volume 2 de Fruits Basket e nosso querido Haa-chan. Cara, é a primeira vez que eu chamei o Hatori assim. o_o' Ninguém deve estar entendendo nada, né?  Voltando ao assunto, eu também acho que eu poderia ter colocada uma imagem bem florida ou algo do gênero, já que o que acontece quando a neve derrete? Chega a Primavera. Waa... *Gii entrando em um daqueles devaneios furubalestícos* E, claro, tentei manter minha marca registrada: o tom vermelho. Eu nem mexi direito nos controles. Na verdade, veio assim mesmo. Se alguém tiver alguma sugestão ou opinião sobre o novo visual do blog é só comentar.

E agora o tema principal do post...


 Panini Comics anunciou que lançará quatro novos mangás, sendo um deles o maravilhoso Hoshi wa Utau. Sim, a mais recente obra da grande Takaya Natsuki, criadora Fruits Basket, estará brevemente sendo publicado aqui no Brasil. Finalmente teremos suas velhas colunas estranhas novamente! *--*

Logo após terminar o famoso mangá Fruits Basket, meu preferido diga-se de passagem, ela começou Hoshi wa Utau, aproximadamente em junho de 2007. Ainda está em publicação no Japão, e já tem 8 volumes encadernados. De acordo com a Panini, será lançado esse mês. Ou seja, vão lançar em julho e vai aparecer por aqui lá para Agosto. (y) Estou muito ansiosa para que chegue. Eu já havia começado a ler em fevereiro, no One Manga e é uma história muito bonita. Mas nada como o mangá nas suas próprias mãos e traduzido também. @@

Hijiri, Yuuri, Sakuya e Chihiro.
Sinopse (criado por mim):
Shiina Sakuya é uma pequena menina que mora numa pequena cidade próxima ao mar, junto de um "parente" seu, Kanade. Ela vive sua vida de colegial normalmente com seus amigos, Honjo Hijiri e Murakami Yuuri, que fazem parte de seu clube Hokan, onde eles se encontram para admirar as estrelas. Geralmente ela não passa por nenhum problema fora do normal, a não ser a desconfiança que todos sentem de Kanade, seu tutor. Ela se sente mal pelas pessoas falarem tão mal dele, mesmo ele tratando ela tão bem. No seu aniversário de 18 anos, Sakuya recebe a visita de um rapaz estranho e muito belo que se apresentou apenas como Chihiro. Por algum motivo, ele deu um presente à ela, um vestido rosa. Além disso, ao conversar com ele descobriu que ele parecia saber bastante sobre ela. Mais tarde, descobriu que nem ela nem Kanade o conheciam realmente. Sakuya ficou curiosa para reencontrá-lo novamente e descobrir quem ele era. Um dia, ela o reecontra. Assim a história vai caminhando. Mostrando o passado de Sakuya e os vários momentos entre ela e o garoto misterioso, Chihiro.


Sakuya e Chihiro.
Kanade
                    








                        

                                                                    
                                                                                            
"Porque elas estão cantando... abandonada pelo pai...Quem é essa pessoa?... Eu ouvi sobre você...  Vamos nos ver de novo, certo?... Você diminui?... Só mais uma vez eu quero te ver... Nós apenas olhamos para as estrelas.... CHIHIRO-KUN!... Estrelas, você gosta delas? ...O que irá satisfazer você? ...Eu te odeio...  Eu sempre estou aqui... Se esforce...Sinto que vou vomitar... Eu gosto dele... Por que nos encontramos de novo? ...Ele foi transferido para a classe de vocês... Falando no demônio...  Você a adora... Levante-se... Pare de me chamar pelo nome...VOCÊ... Como eu posso saber?... Você é muito honesta... Você levantou a cabeça para olhar as estrelas?...  Estou com medo...  Vamos ver as estrelas juntos... Alphard, a estrela solitária."

Hoshi wa Utau - Estrelas cintilantes.... Aguarde!

Até o próximo post! (:

domingo, 6 de junho de 2010

Concerto 15th anniversary da Maaya no Budokan.

No aniversário de 30 anos da Maaya Sakamoto, dia 31 de março, ela fez um show no Budokan abordando antigos e novos sucessos dela, assim como sua nova música Everywhere. Everywhere  é uma música realmente linda que tive o prazer de escutar. Sim, recentemente eu baixei o álbum pelo torrent e adorei. Não era nada de novo, na realidade. Regravações sem nenhuma diferenças das antigas, duas músicas remixadas e, claro, a nova música Everywhere.

Voltando para o assunto do show, pelo que vi foi mágico. Eu li algumas relatos de pessoas que foram, como por exemplo:
Ramblings of Darkmirage
Super Noisy Rice Shower Goes Boom!

Pela descrição deles, você sente que realmente foi incrível. Nada muito espalhafatoso, apenas estilo Maaya. Nas várias apresentações e show dela que vi, ela sempre passou uma sensação diferente de outros artistas. É como se você visse a verdadeira e única Maaya. Não uma imagem criada em cima de uma pessoa, como vários outros artistas. Parecia que aquela no palco era uma pessoa normal, como todos nós. E também se via o sentimento das músicas no rosto dela. Prova disso é a apresentação da música Universe no show We are Kazeyomi!  do ano passado onde ela se emocionou tanto que acabou chorando e todos os sorrisos e risadas que ela dá durante o mesmo show. Realmente parecia que ela estava se divertindo, ela não estava sendo obrigada, sabe? Porque esses artistas mais famosos fazem tantos shows numa mesma época, até no mesmo dia, que parece que odeiam os fãs e já estão cansadas de fazerem apresentações. Mas, como a Maaya não é modinha, ela sempre está com muita energia no poucos shows e apresentações que faz. Acho que um dia eu ver uma apresentação dela e conhecê-la pelo que ela é não verei nenhuma diferença. Maaya, você sempre terá seu público oculto e fiel, até aqui no Brasil!

E, por acaso, teremos oportunidade de ver sua apresentação nesse show. A Victor Ent. / flying dog anunciou que o concerto será lançado em dvd e blu-ray no mês de Agosto. O preço varia dos dois. Em dvd, custará ¥6,300 (R$127,97) e o blu-ray, ¥7,300 (R$148.28). Estou pretendedo comprar um, mesmo tendo que exportar. Eu realmente fiquei muito ansiosa para ver como foi o show. Vamos ver se ano que vem tem mais um. Quem sabe eu arranjo dinheiro para ir até lá, durante um ano...

Foi isso. Espero que tenham aproveitado!
Links e informações em geral tiradas do maayasakamoto.net e preços do CD Japan.

Até o próximo post! (:

terça-feira, 1 de junho de 2010

Missão - Manter a Gabriela informada do que anda acontecendo na escola e entre outros enquanto ela está viajando pela Inglaterra.

UFAAA! Título grande, não? Mas a missão "Manter a Gabriela informada do que anda acontecendo na escola e entre outros enquanto ela está viajando pela Inglaterra, ou simplesmente "Aconteceu isso!" é de extrema importância. 


Diário de bordo. Data estelar 5831.9. Planeta Terra. Giovanna no comando temporariamente. (Sim, ela tirou o Kirk e o Spock da jogada 8D)


*Músiquinha de Jornada nas Estrelas"


"Espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve."


Terça - 25-05


Na aula de Geografia, o professor falou sobre, sobre o que mesmo? /hum Algo como modeladores de relevo. Eu e a Ana ficamos autistando com as imagens das pedras. 


Na aula de Física, falamos sobre Queda Livre e Lançamento Vertical. Uma matéria relativamente fácil, já que aprendemos sobre isso no ano passado. O professor Fernando fez suas brincadeiras de sempre. 


Em Biologia, tivemos uma aula sobre Ciclo Menstrual. Ficou com as piadas de sempre, por parte da sala. 


De tarde, viemos para minha casa para começar o trabalho de Artes, só que não rendeu nada. No começo, tentamos fazer algo. Mas acabamos desistindo e ficamos jogando Anime Hero. O Gustavo ficou emburrado no sofá, quase dormindo. Eu e a Ana ficamos jogando que nem duas viciadas. Todas as músicas foram disputadíssimas. De repente, começou a chover muito, e fez com que o Gustavo ficasse mais emburrado ainda porque tinha que ir andando até a parada. 


Quarta - 26-05


Na aula de Educação Física, a professora Cláudia faltou. Então ficamos nas quadras sozinhos, sem professor. Como não éramos obrigados a fazer alguma coisa, eu e a Ana ficamos conversando sentadas no banco sobre algo que eu não lembro, enquanto víamos os meninos jogando futebol. Ah, e a Ana quase quebrou o celular do Pelé. o_o'


Na aula de História, vimos um daqueles dvds daquele professor de São Paulo que fica cantando. Teve uma hora que ele gaguejou uma palavra e o professor Luizão ficou repetindo essa parte. E depois continuamos vendo o filme Apocaliptico, algo assim. @@ 


Na aula de Redação, a gente fez um dever que deveria ter sido feito há um tempão sobre Níveis de Linguagem. A professora Sônia falou que seu lugar é amaldiçoado e faz com que todo mundo que sente nele fale demais, já que eu estava sentada lá e estava conversando que nem uma louca com a Ana. 


Na aula de Espanhol, foi algo sobre Pronomes Referenciais. A professora deu a louca e não deixava ninguém sair. Ela ficou gritando com todo mundo, foi muito estranho. E a Karen queria ir mesmo no banheiro, então ela foi mesmo sem a professora deixar. No fim, a Fernanda veio tentar censurar a professora. O que não deu muito certo. 


Nesse dia, a gente não veio para minha casa porque todo mundo estava com preguiça. /PURAVERDADE


Quinta - 27-05


Na aula de Laboratório, não houve nada de muito interessante. Só houve algumas perguntas e a gente viu uma combustão espontânea. E a Aline falou para eu e a Ana jogarmos um joguinho muito feliz na internet, que eu ainda não fui ver. >D 


Na aula de Artes, começou a apresentação dos trabalhos. Apresentou o grupo de mosaico, que fizeram um mosaico lindo da imagem de uma cruz. Também houve ícones que fez um "painelzinho" de madeira com uma imagem da Virgem Maria com Jesus. Era isso, né? >D E, por último, teve o grupo de iluminuras (iluminarias, né, Gabi?) que fez um "M" muito legal com desenhos de trapezistas. Na segunda aula de Artes, vimos o filme que a professora pediu para eu levar: O nome da rosa. Sinceramente, não foi uma das nossas melhores experiências. Quando você voltar, eu e a Ana vamos te contar os mínimos detalhes. /caramaligna


Na aula de Português, fizemos umas questões do livro sobre Pronomes Relativos.


Ficamos para a aula de Música e de Artes Cênicas. O professor Derick se atrasou porque bateram no carro dele. o_o' E só tivemos tempo de ouvir uma outra música do PAS. 


Na aula de Artes Cênicas, houve uma despedida. O professor César disse que pediu demissão, porque queria se focar na sua carreira de ator. Então entrou uma professora nova. Mas eu não lembro o nome dela. ;-; Ai, desculpa. Ela é tão legal. A gente ficou conversando, e para variar eu não calei a boca. Falei, falei e falei. A Ana já estava quase me batendo de tanto que eu falei e as coisas que eu ficava falando. Foi muito divertido. Eu falei que a Ana deveria ser uma célula semipermeável. (y) 


Sexta - 28-05


Na aula de Matemática, falamos de Lugares Geométricos. E o professor passou quase a aula inteira mexendo no meu cabelo. 


Na aula de Filosofia, falamos sobre Conceitos de Cultura. E falamos sobre várias cultura diferentes. 


Na aula de Inglês, continuamos com aquela matéria e começamos sobre "Intensifiers".


Na aula de Educação Física, eu fiquei pulando por todo o lugar que nem uma doida, já que o palco do Kodama estava pronto. 


Viemos aqui para a casa e começamos realmente a fazer o trabalho de Artes. Mas também nos divertimos vendo comerciais orientais estranhos. >D 


Sábado - 29-05


KODAMA! LINDOOOO! *-* Gii voltando ao estrelato. >D 


Domingo - 30-05


KODAMA! LINDOOOO! *-* Gii voltando ao estrelato. >D [novamente] 


Segunda - 31-05


Na aula de Literatura, continuou com as apresentações com o grupo de "Cartas Chilenas" e "A pele do lobo". E eu comecei a contar tudo o que aconteceu no Kodama para a Ana. 


Na aula de Matemática, falamos sobre conjuntos e fizemos os exercícios. Professor contou aquelas histórias estranhas como sempre. 


Em Química, continuou com aquela contas chata e estranhas. E o professor Alceu passou toda a aula reclamando e tirando ponto do povo da turma. E com o professor Marthiniano foi normal. Continuamos a matéria sobre Algarismos Significativos e conversamos sobre Froid (é assim que se escreve?). 

Enfim, foi isso. o_o'

Até o próximo post! (:

domingo, 23 de maio de 2010

Capítulo 5 - ~* Apenas Juntos *~

Capítulo 5 - A Dama e o Vagabundo.

Eu estava andando calmamente pelo corredor da faculdade, indo em direção a entrada principal para me encontrar com o Kakyou, quando de repente, sinto um peso indesejável nas minhas costas.

-Olá, <....>-chan! - exclamou Aiko.

-Bom dia para você também, Aiko... - falei tentando aguentar seu peso sobre minhas costas.

-Assim você vai esmagá-la, Aiko. - falou uma voz de homem.

Era Yuki. Ele era um rapaz alto e esguio. Tinha longos cabelos negros, presos firmes em um rabo-de-cavalo, e olhos da mesma cor escura. Na verdade, seu nome era Nayukizhi, porém, por conveniência, eu o chamava de Yuki. Eu o conheço desde os 7 anos de idade, porém durante o colegial perdemos o contato. Surpreendi-me quando o reencontrei na faculdade. Ele é realmente muito gentil e muito sério às vezes.

Aiko saiu de cima de mim, emburrada.

-Estraga-prazeres! - sibilou.

Yuki deu um meio-sorriso e levantou uma sombrancelha.

- Desculpe-me por ser um chato e não querer que <....>-san fique com problemas na coluna.

- Enfim... - ela virou o rosto, olhando para mim. - você vai ter que almoçar com o bonitão de novo hoje?

- Sim. - respondi.

Na semana passada, durante uma caminhada, eu acabei caindo numa lagoa, graças ao cansaço e pouca alimentação. Por isso, nesta semana, fui obrigada a almoçar todos os dias com Kakyou, um rapaz que conheci recentemente, para ele ter certeza de que me alimentarei bem e não terei mais riscos de desmaiar.

- Acho que ele está exagerando, não? - falou Aiko.

-Exagerando? Ela desmaiou! Ela poderia ter se afogado! - disse Yuki, com um tom sério na voz.

- Sim! Eu sei disso! Mas ele não precisava agir como se ela fosse uma criança indefesa. Tenho certeza que ela aprendeu a lição.

Quando eu percebi havia se formado uma briga diante de mim, tendo eu como o motivo. Hesitei em atrapalhar, afinal quando o Yuki fica bravo não é agradável e quando a Aiko fica brava... nem imaginem. Mesmo assim, interrompi a discussão.

- Eu realmente aprendi a lição e eu não me importo de ter que almoçar com o Kakyou. - abaixo a cabeça, envergonhada. - Afinal vou poder ver ele mais vezes.

Depois de completar a frase, olhei para Aiko e ela estava olhando para Yuki, levemente corada. Quando olhei para ele, vi ele olhando para o lado, parecendo chateado. Estranhei a reação dos dois, mas preferi não comentar. Continuamos andando pelo corredor, em direção a entrada principal.

Logo que avistamos a entrada, vi Kakyou ao longe com as mãos nos bolsos do sobretudo preto que usava. Sorri ao avistá-lo, ele estava com aquele olhar vago de sempre. Parecia estar sempre pensando em algo sério, que talvez eu nunca saiba o que. Sorri triste, sem perceber.Nós nos aproximamos dele e Aiko falou alto:

- E aí, bonitão? De volta aqui?

- Muito bom dia, Aiko-san. Sim, afinal ainda tenho que ficar de olho na <....>.

Olhei com raiva para ele. Ele sorriu, satisfeito. Aiko começou a rir e falou:

- Você tem um novo pai, bebê <....>-chan!

Kakyou riu e falou em seguida:

- Acho que eu não seria um bom pai... - após completar a frase fez uma expressão que não consegui identificar.

Achei melhor mudar de assunto, já que ele parecia estar desconfortável:

- Vamos logo almoçar? - sorri.

- Claro. - respondeu. - Até mais, Aiko-san, Nayukizhi-san.

Começamos a andar no sentido contrário ao deles. Após alguns segundos de silêncio, falei rindo:

- Que estranho. Você chama o Yuki pelo nome inteiro. Geralmente, as pessoas o chamam apenas de Nayuki ou Yuki, mas nunca Nayukizhi. Eu mesma sempre tive preguiça de pronunciar tudo isso, desde pequena.

- É. Isso é normal para mim. Às vezes sou muito formal. - falou sem prestar muita atenção.

Ele estava pensativo novamente. Isto deixava-me frustrada. Ele sempre estava preocupado com alguma coisa e eu sempre me lamentava por nunca poder ajudá-lo. Tentei continuar conversando para distrai-lo.

- Você também é bem formal com a Aiko. Mas, na realidade, você não é nem um pouco formal comigo. - falei pensativa.

Ele olhou para mim com um daqueles seus sorrisos marotos que eu tanto odeio e falou:

- Quem sabe um dia você saiba o motivo.

Olhei espantada para ele e ele sorriu, mais do que satisfeito com a minha reação. Continuamos andando em silêncio e comecei a pensar comigo mesma. Aparentemente, o Kakyou não havia carro. Não sabia nem se ele tinha carteira de motorista. O que seria estranho um homem da idade dele não ter uma. Eu sei que também já tenho idade para ter uma, mas eu sou tão desastrada que não sei se os motoristas do mundo me aguentariam usando um carro. Por acaso, ele é cinco anos mais velho que eu. Eu tenho 21 anos, e ele 26.

Quando eu percebi já estávamos em frente a um restaurante italiano. No dia anterior, eu havia comentado com ele que gostaria de saber como os italiano usavam o macarrão, já que só comi os feitos na culinária japonesa e chinesa. Sorri ao ver que ele me trouxe aqui por isso.

- Vamos entrar! - ele falou, sorrindo para mim, mesmo ainda estando um pouco sério.

Sentamos em uma mesa para dois e observei o interior do restaurante. Ele era pequeno e aconchegante, com uma decoração bem suave no estilo ocidental, típico da Itália. Na realidade, podia se dizer que era um restaurante bem romântico. Fiquei um pouco envergonhada, mas fiz um esforço para não deixar minha face corada.

Logo apareceu o garçom que tinha um daqueles bigodes retorcidos. Kakyou fez seu pedido e permaneceu olhando para mim, como se estivesse esperando por alguma reação minha que deveria vir. Ele riu, como sempre. Até parece que ele já me conhecia a anos e já estava completamente acostumado ao meu jeito distraído de ser. Após eu ter acordado do meu leve devaneio, fiz questão de pedir para ele escolher para mim. Eu realmente não sabia de nada sobre culinária italiana. Ele escolheu para mim um espaguete.

O garçom se retirou e eu comecei a rir baixo. Kakyou sorriu levemente e falou logo em seguida:

- É muito feio ficar encarando os bigodes dos outros, sabia? - então riu.

Ficamos conversando durante um tempo e ele me explicou que eu poderia estranhar o molho do espaguete, já que não estou acostumada com temperos mais fortes usados para esse tipo de comida. Logo a comida chegou. Agradecemos pela comida e começamos a comer. Foi realmente divertido e, na realidade, o tempero era ótimo. O único problema era ter que usar talheres. Eu estava parecendo uma criança, e, por muitas vezes, passamos minutos rindo de mim mesma.

Eu me sentia dentro de um filme da Disney que eu via quando criança: A Dama e o Vagabundo. Só que não éramos cachorros e eu não tinha fugido de uma parente chata dos meus donos. E, com certeza, o Kakyou não era como o Vagabundo. Para falar a verdade, até parecia que os papéis tinha sido trocados. Quando acabamos, agradecemos novamente pela comida e o garçom voltou, com a conta.

- O belo casal apreciou o jantar? - falou sorrindo.

- N-não somos um... um... - comecei a falar.

- Sim, a comida estava excelente. - falou Kakyou, cortando a minha explicação.

Logo em seguida, ele pegou a carteira para pagar. Tentei impedi-lo com a mão.

- Não, pode deixar que hoje eu pago.

Ele sorriu vagamente e falou:

- Eu estou te forçando a almoçar comigo todos esses dias. O mínimo que posso fazer é eu mesmo pagar a conta.

- Mas...

- <....> - ele pronunciou meu nome e me olhou sério.

- Tá bom...

Eu realmente tinha muito medo dele nessas horas. Ele sorriu novamente e tenho certeza que vi uma aura negra atrás dele. Ele pagou ao garçom e saímos do restaurante. Fomos andando até minha casa. Fiquei feliz, já que ele parecia mais alegre.

Chegamos na frente da minha casa e nos despedimos. Antes dele se virar, abracei-o. Ele pareceu surpreso com minha ação. Então falei:

- Que bom que você está melhor.

Levantei meu rosto para vê-lo e ele já não estava tão surpreso. Estava sorrindo docemente. Soltei-o e disse:

- Até amanhã!

- Claro. - ele falou e tomou seu caminho.

Fiquei observando-o até perdê-lo de vista. Então entrei em casa. A primeira coisa que senti após fechar a porta foi um grande peso em cima de mim, fazendo com que eu caísse no chão.

- AHHHHH! VOCÊ ABRAÇOU ELE. QUE LINDO! EU VI TUDINHO PELO MEU QUERIDO OLHO MÁGICO!

- AIKOOOO! QUANTAS VEZES EU JÁ PEDI PARA VOCÊ USAR A CHAVE DE EMERGÊNCIA APENAS PARA EMERGÊNCIAS? E PARE DE ESPIONAR AS PESSOAS PELO OLHO MÁGICO! AH, E SAI DE CIMA DE MIM! AIKO!

~*

Lá se foi mais um capítulo. Muito obrigada por lerem e cumpri minha promessa de não demorar. Obrigada a todos que me apoiaram para terminar esse capítulo. E prestem bastante atenção nele, há algumas pistas para futuros conflitos. Além disso, uma observação: Como já deu para perceber, todos os personagens têm nomes japoneses, assim como a <....> terá, e se supõe que a história se passa no Japão. Sim, ela realmente se passa no Japão, mas não em Tóquio. Na verdade, é um lugar fictício, mas, tenham certeza que é no Japão. Talvez perto de Hokkaido. Enfim, é isso. 

Ah sim...  A DONA KYON-SAN POSTOU! *---*

Até o próximo post! (: 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Fruits Basket (Parte 3)

CUIDADO! Este post pode conter spoilers.











Souma Ayame
O irmão mais velho de Yuki, esse é o possuído pelo espírito da serpente. Acredita que sua aura é nobre e por tal motivo, trata os outros como seus próprios súditos, com poucas exceções. É o terceiro integrante do Trio Amigos do Peito e, com certeza, o mais incompreensível. Tem uma grande admiração por Hatori, já que este tem várias qualidades que ele mesmo gostaria de ter. Dentro de seu coração há um grande peso pelos seus erros do passado, quando mais novo Ayame era mais esnobe do que atualmente e acabava por rejeitar todos aqueles que lhe pediam ajuda ou até demonstrassem um grande sentimento por ele, a não ser seus amigos. Houve um caso em que ele rejeitou o próprio irmão e mais tarde acaba se arrependendo após descobrir o que é o medo de ser rejeitado pela pessoa que ama, no seu caso Mine, sua ajudante na loja. Desde então, Ayame tenta se aproximar do seu irmão que o ignora, e pouco a pouco ele consegue diminuir o abismo que formou entre eles.
"Viver é algo curioso. O passar dos anos traz compreensão e nos ensina muitas coisas. Coisas que eu nunca entenderia quando jovem. "Eu deveria ter feito aquilo.", "Eu deveria ter dito isso". Assim, dessa maneira, começo a entender as coisas. Talvez seja mais apropriado encarar isso como uma confissão. Ao me confessar, eu tento apagar minhas memórias. Tento esquecer um passado que pecava por ignorância. Talvez, talvez seja por isso que os adultos sejam chamados de hipócritas." Souma Ayame 










Souma Kisa
Uma tímida garota que é possuída pelo espírito do tigre. Na escola, costumava sofrer de bullying, graças ao seu cabelo e seus olhos que possuem uma cor peculiar. Assim, Kisa se tornou uma menina muito deprimida que acabou optando por manter-se quieta e não falar mais, além disso, começou a faltar a escola e fugiu de casa. Hatsuharu (já citado), seu primo, caminhou pela cidade em busca da pobre menina e a achou em sua forma animal, durante uma chuva. Socorreu-a e levou-a para a casa de Shigure. Lá, a tigre conheceu Tohru que, mesmo sem conhecê-la, ajudou com suas palavras doces. Durante um tempo, Kisa permaneceu hospedada na casa de Shigure para, quem sabe, superar seu pequeno trauma. Graças a Tohru, ela decidiu voltar para sua própria casa e escola, mesmo não estando totalmente curada. E, gradativamente, ela começa a se dar bem com os alunos da sua classe e ficando mais forte. 

"Não é que, de repente, eu tenha me tornado alguém mais forte ou que algo tenha realmente
mudado.

 Meu corpo ainda treme. Mas, mesmo assim, temos que dar o primeiro passo. Superar nossas 
fraquezas. O mais importante é a vontade de seguir em frente." Souma Kisa










Souma Hiro 
Apesar de ser possuído por um animal tão meigo, o possuído do carneiro é um garotinho de língua afiada. Hiro é secretamente apaixonado por Kisa e ao revelar esse amor para Akito, o patriarca, teve que sofrer as consequências. Graças a isso, Akito machucou Kisa seriamente. Hiro se sentiu tão culpado pelo estado da garota que decidiu se afastar, sem lhe revelar nenhum motivo. Porém ele se afastou dela no mesmo tempo em que ela começou a sofrer de bullying na escola, o que fez piorar o estado da possuída. Quando finalmente ela melhorou desse trauma, ele voltou a falar com ela e teve o prazer de conhecer a Tohru. Porém, como ambas era muito apegadas uma a outra, ele formou um grande ciúme e começou a tratar Tohru não muito educadamente. Mas, com o tempo, aprendeu a controlar seu ciúme, a se controlar, e a controlar sua língua.
"Sei disso. Sei que só tenho língua afiada. Tento sempre bancar o esperto. Ainda mais tendo ciúmes dessa garota que apareceu de repente. Que coisa patética. Dá até vontade de me matar. Não quero ser tão infantil. Não quero ser uma criança tão inútil. Eu quero ser um "verdadeiro adulto". " Souma Hiro









Souma Ritsu
Possuído pelo espírito do macaco. Chamado pela maioria de Ri-chan. Ele (sim, ele) é um tímido que vive se desculpando para com todos. Chega até ser um grande incômodo para as pessoas ao redor. Ele possui um rosto bastante feminino, tanto quanto o do Yuki, e também usa roupas femininas. Por tal motivo, muitas vezes é confundido com uma mulher. Sua desculpa é que se sente acuado em roupas masculinas. Seu maior desejo é se tornar um homem tão confiante quanto Ayame. E sua melhor amiga é Kagura.
"Será que eu vou encontrar? Tomara que alguém como eu também possa encontrar. Eu também... Se pudesse escolher, eu gostaria de viver por alguém. Eu seria muito feliz se eu pudesse dizer que vivo por alguém. E se alguém, mesmo que desconhecido, estiver esperando por estas palavras... Eu espero poder encontrá-lo. Um dia... Se alguém estiver me esperando." Souma Ritsu









Souma Izusu
Também chamada de Rin. Izusu é uma garota muito teimosa e orgulhosa. É possuída pelo espírito do cavalo, o que explica sua longas madeixas. Ela é uma das personagens que mais sofreu na história. Quando pequena, era muito amada por seus pais. Ou assim aparentava. Após uma pequena e inocente pergunta, seus pais mostraram suas verdadeiras faces. Desde então, ela foi rejeitada por eles. Até que acabou ficando doente e parou no hospital. Para eles, aquilo foi a "gota d'água" e decidiram expulsá-la de casa. Então foi decidido que ela iria morar na casa de Kagura. Apesar dos vários anos em que viveu lá, nunca conseguiu se dar bem com nenhuma das pessoas da família, muito menos a Kagura. A única pessoa com que se dava bem realmente era Haru, a pessoa por quem se apaixonaria. Eles namoraram por um breve tempo, até que Akito descobriu e a machucou seriamente. Depois do "acidente", Rin decidiu terminar com Haru para conceder liberdade para ele, tanto dela e de Akito. Então começou a procurar por uma forma de acabar com a maldição.
"Eu senti um impulso estranho, algo que parecia queimar por dentro. Era por isso, por isso não queria me aproximar dela. Ela tem um dom. De alguma forma, ela arranca "isso" da gente. Assim como naquele dia, naquele dia fiquei com vontade de chorar. De ir correndo ao encontro dela, de deitar minha cabeça em seu colo, confiar minhas fraquezas. Assim como uma criança que corre querendo a proteção da mãe. Queria descarregar cada lamentação dessa minha alma fraca nela.Quem sabe, assim, eu seria perdoada. Quem sabe eu seria aceita. Mas isso seria demais. Isso seria demais. Isso seria injusto demais. Este é o fardo das pessoas boas. Elas carregam as ruins, alimentam os parasitas, parasitas como eu. Não posso mais envolvê-los. Posso me virar sozinha. Eu preciso continuar buscando sozinha. Não preciso ser compreendida. É até melhor que me detestem. Não me importo em ser solitária. Eu jurei! Jurei pra mim mesma que nunca mais iria chorar! Me desculpe. Eu não consigo... Como sou fraca, incapaz de reagir. Me perdoe...Não consigo me reerguer com as minhas próprias forças. Preciso de alguém para me apoiar." Souma Izusu










Souma Kureno
Um rapaz enigmático. Este é o possuído pelo galo, ou aparentemente. Na realidade, ele perdeu sua maldição quando era bem jovem. Porém decidiu não se tornar realmente "livre". Ele optou  por ficar ao lado de Akito, mesmo não sendo mais obrigado. Fez essa escolha por causa da grande tristeza que Akito demonstrou na frente dele, ele desejou apenas que ele voltasse a sorrir. Muitos anos depois, numa noite, se encontrou com o amor de sua vida: Uotani Arisa. Porém sabia que nunca poderia estar ao lado dela.  E simplesmente tentou esquecê-la. Devido ao destino, ele se encontrou com ela novamente. Depois de uma separação inexplicável, Tohru descobre que eles se conheciam e que tinha "algo" entre eles. Então foi atrás de Kureno para perguntar sobre isso. E acabou descobrindo mais tarde toda a história por trás de seus motivos e que ele não era mais um possuído. E o quanto ele sofria por saber que não poderia estar ao lado de Arisa.
"Nunca mais quero ver a Arisa. Não importa o que aconteça ou deixe de acontecer. Meu lugar é ao lado de Akito. Duas vezes... Só me encontrei com ela duas vezes. Conversei muito pouco com a Arisa. Foi algo banal... curto demais para ser especial. Se eu nunca mais encontrá-la, o tempo cuidará do resto. Uma lembrança qualquer que se apagará. Como todas as outras. Foi isso o que houve entre nós. Eu quero vê-la... Quero muito vê-la novamente. Duas vezes... Foram apenas duas vezes, mas... foi algo único. Foi a primeira vez que "eu" me apaixonei me alguém...! Se eu quiser eu posso abraçá-la quantas vezes eu quiser. Não sou mais um possuído. Eu estou livre da maldição que aflige aos outros. Apenas eu. Eu estou completamente livre. Livre para ir aonde eu quiser. E para amar quem eu quiser. Mas é por isso, é exatamente por isso que eu continuo lá. Eu preciso ficar ao lado de Akito...! Eu não consegui. Eu não tive coragem de rejeitar... Para Akito, o enlace entre Deus e os doze signos é tudo na vida. Ninguém seria Deus sem os doze signos da lenda ao lado dele. Por isso, naquele mesmo dia, eu fiz uma promessa. Disse que nunca iria embora. Se fosse para não fazer aquela criança sofrer. Para fazer aquelas lágrimas de dor passarem, eu aceitaria enganar os outros doze, fingiria ser um possuído. Eu faria qualquer coisa para recuperar seu sorriso." Souma Kureno










Souma Akito

Akito é teimoso e, muitas vezes, tirano. Além de ser o patriarca da família, é também o Deus da lenda. O grande motivo de todos os doze temerem e respeitarem cegamente ele. Porém há um segredo por trás de Akito. Na realidade, Akito é uma mulher que é obrigada a se fingir de homem perante todos. Porém há certas pessoas que sabem: os mais velhos do clã, Shigure, Ayame, Hatori e Kureno. O motivo para todo esse segredo é, nada menos, que a própria mãe de Akito, Souma Ren. Ela decidiu, desde o instante que Akito nasceu, que ela seria criada como homem. Na verdade, ela é frágil, fraca, quebradiça, insegura e cheia de medos. Por isso mesmo se tornou tão cruel. Ela acabou se apegando muito à maldição, e assim desejou o imutável. E fez de tudo para conseguir manter todos ao seu lado, até apelando para a crueldade.
"Estou com medo. Não é isso que eu quero. Não é esse mundo que eu quero!! Eu não quero! 
Não  quero um lugar onde ninguém sente falta de mim, onde todos
 são completos estranhos. Um mundo de solidão... Eu não quero um 
mundo como este... Eu não conseguiria 
sobreviver sem a "promessa"! Sem o "enlace"! Ter de viver no meio de estranhos,
 sem a garantia da eternidade... Eu tenho medo. Tenho
medo... Será que serei amado? Quem pode me dar garantias? Não sei se consigo viver. Não vou
conseguir!!! Não rodeado por gente estranha...! Tenho medo... do mundo."
Souma Akito

~*
E aqui está a terceira parte sobre Fruits Basket. Como disse anteriormente, esse post é realmente recheado de spoilers, e dos melhores. >D E desculpe por ter colocado grandes trechos da Rin e do Kureno. Mas é muito difícil explicar seus sentimentos, então coloquei partes do mangá que eles explicam exatamente todo o conflito de cada um. 
Obs.: No Japão, primeiramente vem o sobrenome e depois o nome. Então, por isso, coloquei os sobrenomes antes, como vocês devem ter percebido. Honda Tohru, Honda Kyoko, Souma Yuki, Souma Kyo, etc... 


Até o próximo post!
P.S.: Capítulo 5 de ~* Apenas Juntos *~ sendo produzido. (y)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Capítulo 4 - ~* Apenas Juntos *~

Capítulo 4 - A lagoa.

Passaram-se alguns dias. E, apesar de interiormente eu estar intensamente ansiosa para sábado, eu nem tive tempo para pensar nisso. Afinal, havia uma grande preocupação instalada na minha mente: faculdade. Sim, isso mesmo. Estava realmente muito enrolada com os trabalhos da faculdade, até parecia que eu tinha voltado para o colegial. Em certos dias da semana eu até ficava acordada de madrugada fazendo algum trabalho e graças a isso, no sábado de manhã, eu estava literalmente acabada. Mesmo assim, fui com toda determinação na cara, e com algumas olheiras, diga-se de passagem.

Naquele dia, eu acordei atrasada. Tomei um banho rápido, coloquei a primeira roupa que eu vi e fui correndo para o lugar de encontro. Quando cheguei, ele já estava sentado no banco, esperando pacientemente. Por vários segundos, eu fiquei apenas parada contemplando seu olhar sereno, até que ele sentiu minha presença e virou o rosto. Sorriu para mim e, logo em seguida, posicionou a mão na frente da boca e desviou o olhar de mim. Aproximei-me dele e vi que estava rindo.

-Do que está rindo? - perguntei, confusa.

Ele começou a rir ainda mais e, sem olhar diretamente para mim, apontou para minha cabeça. Estranhei e passei a mão nela e o que eu senti não foi agradável. Droga, eu acidentalmente coloquei o antigo chapéu que herdei da minha avó. Ela era uma senhora muito excêntrica então seus chapéis tinham que ser, no mínimo, espalhafatosos. No caso, este era um grande cor de marrom e possuía várias penas cor-de-rosa. Envergonhada, tirei-o e coloquei na bolsa tentando não amassar as penas.

-Bom dia para você também. - falei com raiva.

Ele riu e olhou para mim.

-Bom...dia. - falou vagamente e colocou o mão sobre meu rosto, com um olhar preocupado. - O que houve?

-Ãhn? Do que está falando agora? - perguntei.

-Dessas olheiras gigantes. Não tem dormido bem?

-É que essa semana foi agitada.

Após eu ter respondido sua pergunta, ele apenas ficou em silêncio olhando para frente com seu olhar sério. Tentei quebrar o gelo:

-Então, o que vamos fazer hoje? - sorri.

Ele balançou a cabeça e não respondeu. Realmente, acho que saber quebrar o gelo não é uma das minhas qualidades. Por vários minutos, fique esperando Kakyou dar algum sinal de vida. Sinceramente, eu só não suspeitaria que ele é um zumbi pois ele não é verde, tem ambos os olhos e não fede que nem os restos da comida da semana passada. Falando nisso, eu deveria tirar aquilo da geladeira. Então, finalmente, ele acordou. Já estava prestes a dar um tapa no rosto dele para acordá-lo. Sempre quis fazer isso. Falei, em seguida:

-Vamos andar um pouco? As pessoas ao nosso redor vão começar a estranhar se continuarmos parados assim. - bocejei logo em seguida.

-Claro. - respondeu e deu um sorriso torto.

Começamos a andar e comecei a refletir: "O comportamento de Kakyou está estranho. Será que eu fiz algo de errado?". Balancei a cabeça para tentar afastar a ideia da cabeça. "Não, isso deve ser apenas a minha imaginação. É só eu agir normalmente.". Enquanto estavámos andando, eu avistei uma lagoa ao longe com baixas árvores a rodeando. Era uma cena realmente linda, ainda mais o fato de a maioria das folhas das árvores estavam caídas, o que dava uma sensação de tranquilidade. Corri em direção a lagoa. E gritei para Kakyou quando alcancei ela:

-Vem cá, Kakyou! Olha que lagoa linda!

Ele continuou caminhando no mesmo ritmo e quando se aproximou olhou seu próprio reflexo na lagoa. Em seguida, olhou a paisagem a nosso redor.

-É, realmente é uma paisagem maravilhosa!

Espreguiçei-me e bocejei. Nesse momento, eu senti uma tontura e tentei dar um passo em direção a Kakyou. Mas eu pisei em falso e, acidentalmente, caí na lagoa. Depois disso, apenas escuridão.

Abri os olhos e o que a primeira coisa que eu vi foi o teto pintado de azul, era o meu quarto. Assustada, levantei meu corpo e vi Kakyou sentado em no pequeno sofá que eu mantinha no quarto. Olhei para mim mesma e vi que estava usando um pijama. Então perguntei:

-O que houve? Como a gente veio parar aqui? E o mais importante... Como eu troquei de roupa?

Por um segundo, ele riu mas depois voltou para sua face severa. Ela realmente era assustadora. Ele abriu a boca, parecia estar prestes a responder minha perguntas, até que alguém abriu a porta de meu quarto sem nem ao menos bater e trazendo uma bandeja com um prato de comida. Era um rosto bem familiar, era minha melhor amiga, Aiko. Ela estuda comigo desde o ginásio e costuma se sentir totalmente à vontade na minha casa, já que nos 365 dias do ano em 364 ela está aqui comigo.

-Você caiu na lagoa do parque e esse bonitão aí te salvou. Ele te trouxe até aqui. E o encontrei na porta da sua casa remexendo na sua bolsa à procura da chave. O que era um pouco difícil, já que estava segurando uma mala de 60 quilos, você. Ele me explicou rapidamente o que tinha aconteceu e eu o ajudei a te trazer para dentro. Ah, não precisa se preocupar. Não foi ele que te trocou, fui eu mesma. - então, sorriu.

Continuei quieta, olhando para a bandeja que ela tinha acabado de colocar sobre meu colo.

-Você precisa comer! Vamos! Pode começar a atacar! - falou ela, com raiva.

-Okay, okay. Eu como. - e comecei a comer.

Então Kakyou fala:

-Aiko-san, a senhorita poderia nos deixar a sós por um momento?

Ela se retirou do quarto sem nem ao menos responder. Durante os poucos minutos em que ela esteve falando comigo, ele permaneceu me observando com seu olhar severo e eu temia a conversa que se desenrolaria agora.

-Desculpe-me por você ter que me trazer até aqui no colo. - falei, tentando quebrar o gelo novamente.

-Não é essa a questão. - ele respondeu com um tom frio.

Eu realmente deveria parar de tentar quebrar o gelo, eu sou um desastre nisso. Na próxima, vou deixar tudo gelar mesmo até nós virarmos dois picolés.

-Você não está dormindo bem e ainda por cima, também não está se alimentando bem.

Assustei-me no momento. Pelas minhas olheiras, era claro que eu não estava dormindo bem, mas como ele sabia que eu também não estava me alimentando. Olhei para a porta com raiva. Sim, Aiko deve ter lhe contado.

-É que... - comecei a me explicar.

-Pare, <....>. Nem quero ouvir. Não há nenhuma explicação para isso. Nunca mais faça isso! E se tivesse acontecido algo pior e eu não estivesse por perto. O que poderia ter acontecido com você?

Ele realmente parecia estar com muita raiva. Abaixei a cabeça e respondi:

- Desculpe-me. - algumas lágrimas se acumularam dentro dos meus olhos mas não deixei nenhuma cair. Ele parecia estar até magoado com tudo isso.

-Apenas não faça mais isso, okay? - então colocou a mão sobre minha cabeça. Quando eu levantei meu rosto, ele já estava de costas caminhando até a porta. - Por enquanto, eu já vou. Mas para ter certeza de que você vai se alimentar bem, todos os dias dessa semana você irá almoçar comigo. Aiko-san me passou seu telfone. Te ligo depois para combinar tudo.

Logo após falar isso, saiu do quarto. Fiquei olhando surpreendida para a porta. A ideia de poder vê-lo por uma semana inteira me deixou tão alegre que até me esqueci de terminar a sopa. Então entra Aiko com seu rosto imparcial e gritando:

-COMA LOGO ISSO! VOCÊ TEM QUE CRESCER BEM FOORTE!

Sorri e continuei comendo. Ela se aproxima e senta-se na ponta da cama ao meu lado.

-Ele parece ser um cara muito legal. - falou.

-É...

~*

Ufaaa, eu finalmente consegui. Para todos os que estavam esperando, aqui está o quarto capítulo de ~* Apenas Juntos *~. Acho que ficou um pouco grandinho, mas é apenas um bônus para os meses que não tiveram nenhum. Esse capítulo é dedicado a Gabriela, que hoje na escola chegou em mim toda tímida perguntando: "E o quarto capítulo?", e ao Magi que mandou vários comentários e ficou pedindo o quarto capítulo. Espero que se divirtam com esse novo capítulo. Acho que agora com esse novo capítulo, posso ter várias ideias sobre novos capítulos, então acho que não demorará tanto para o próximo.

Obrigada por lerem e visitarem o "Quando a neve derrete...". 
Até o próximo post! (: